Em poucas palavras.
Em glossários BDSM, bottom costuma ser descrito como o papel receptor de uma cena — a pessoa que recebe determinada ação. Seu par mais comum é top, o papel que realiza ou facilita essa ação.
É uma categoria especialmente útil porque não precisa dizer nada sobre hierarquia, personalidade ou quem “manda” fora daquela prática.
Bottom não é o mesmo que sub.
Sub é abreviação de submisso/submissa e se refere a uma posição dentro de uma dinâmica consensual de poder. Bottom descreve principalmente o papel na ação.
Assim, alguém pode ser bottom sem ser sub. Também pode se identificar como sub/bottom quando ambas as descrições fazem sentido.
Receber uma ação não significa perder agência. Bottoms continuam sendo participantes ativos no consentimento, na negociação de limites e na decisão de continuar ou interromper uma cena.
O uso pode variar.
Como acontece com grande parte do vocabulário kink, comunidades e pessoas podem empregar bottom de maneiras um pouco diferentes. Em outros contextos da sexualidade, top/bottom também possuem usos próprios. Por isso, esta ficha descreve especificamente o uso comum dentro do contexto BDSM.
Não existe obrigação de adotar a palavra como identidade. Algumas pessoas usam “bottom” apenas para descrever uma cena; outras incorporam o termo à forma como se apresentam na comunidade.
Termos relacionados.
FONTES
National Coalition for Sexual Freedom (NCSF) — Consent Counts: Glossary of Terms.
Glossário comunitário que diferencia papéis de cena, dinâmicas de poder e o uso de termos como top, bottom, dominance, submission e scene.
ABRIR FONTE ↗Crane PR, Ireland ME. Dominants, Submissives, and Bottom-up Text Analysis.
Pesquisa sobre linguagem, identidade e papéis de dominância/submissão entre praticantes BDSM.
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