Em poucas palavras.
O acrônimo reúne três pares históricos: Bondage/Disciplina, Dominação/submissão e Sadismo/Masoquismo. Uma pessoa não precisa se interessar por todos eles para se reconhecer no BDSM.
Na literatura contemporânea, BDSM costuma ser tratado como um conjunto heterogêneo de práticas e identidades consensuais, não como uma única atividade.
Contexto e uso.
BDSM pode aparecer como prática ocasional, identidade, comunidade ou estrutura relacional. Para algumas pessoas é fortemente sexual; para outras, pode ter componentes relacionais, sensoriais ou simbólicos que não dependem de sexo.
Consentimento, segurança e nuances.
O elemento central para diferenciar BDSM consensual de violência ou coerção é a existência de acordo, comunicação e possibilidade real de interromper ou renegociar.
Interesse em BDSM, por si só, não equivale a transtorno mental. A literatura clínica moderna alerta contra patologização automática de praticantes consensuais.
Termos relacionados.
FONTES
Dunkley CR, Brotto LA. Clinical Considerations in Treating BDSM Practitioners: A Review.
Revisão clínica que descreve BDSM como acrônimo sobreposto para bondage/discipline, dominance/submission e sadism/masochism e discute sua não patologização automática.
ABRIR FONTE ↗De Neef N et al. Bondage-Discipline, Dominance-Submission and Sadomasochism (BDSM) From an Integrative Biopsychosocial Perspective.
Revisão sistemática da literatura científica sobre interesses e práticas BDSM sob perspectiva biopsicossocial.
ABRIR FONTE ↗Facchini R, Machado SR. “Praticamos SM, repudiamos agressão”: classificações, redes e organização comunitária em torno do BDSM no contexto brasileiro.
Estudo sobre categorias, convenções sociais, consensualidade, segurança e organização comunitária BDSM no Brasil.
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