1997 / memória de encontros.
Em um relato pessoal publicado posteriormente na internet, uma praticante afirma ter conhecido o meio SM nas antigas salas do Terra/ZAZ em 1997 e frequentado encontros no Villarino/Vilarinho, no Centro do Rio. O mesmo relato menciona grupos ligados ao UOL e a posterior formação de um grupo chamado BDSM-Rio.
Estado da evidência: este é um relato comunitário individual, não uma fonte institucional nem uma reconstrução histórica já confirmada por múltiplos documentos. Ele entra aqui como pista de memória.
2007–2010 / a cena vira objeto de pesquisa.
Em 2007, Bruno Dallacort Zilli apresentou na UERJ uma dissertação sobre o discurso de legitimação do BDSM na internet e o diálogo com a psiquiatria. Em 2010, Marília Loschi de Melo apresentou uma etnografia baseada em três festas fetichistas/sadomasoquistas públicas no Rio de Janeiro.
Esses trabalhos são importantes não apenas pelo conteúdo acadêmico: eles deixam vestígios documentais sobre linguagem, sociabilidade, identidade e formas de organização em momentos anteriores da cena.
2023–2026 / novos registros.
Em 2023, Paula Esteves Pinto apresentou na UERJ pesquisa autoetnográfica sobre relações de dominação e submissão. No mesmo período, comunidades atuais passam a deixar rastros públicos em plataformas de eventos, sites e agregadores.
Registros de 2025 e 2026 mostram atividades kink em espaços do Centro e eventos publicados pelo Clube Domínio Carioca. O Acervo não presume continuidade direta entre grupos antigos e atuais: documenta as camadas.
FONTES
O Curral da Vaca — relato sobre encontros e grupos cariocas.
Relato pessoal sobre salas de chat, encontros no Centro e formação de grupos. Utilizado apenas como fonte de memória.
ABRIR FONTE ↗Marília Loschi de Melo — A dor no corpo.
Dissertação de mestrado sobre identidade, gênero e sociabilidade em três festas BDSM no Rio.
ABRIR FONTE ↗Paula Esteves Pinto — relações de dominação e submissão.
Pesquisa posteriormente apresentada também em artigo sobre moralidades e questões de gênero em sexualidades dissidentes.
ABRIR FONTE ↗